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A Hipertensão na Gestação (05/10/2015) A pressão alta na gestação é a maior causa de morte materna no Brasil

Autoras: Denize Bernardi e Márcia Manfé (Acadêmica do curso de Fisioterapia da Univali)
Professora responsável: Francine Fischer Sgrott – Fisioterapeuta CREFITO 34843-F

A hipertensão, mais conhecida pela população como pressão alta, pode ocorrer durante a gestação, e caracteriza-se pelo aumento da resistência vascular periférica acarretando no aumento dos níveis tensionais da pressão arterial para valores em torno de 140mmHg (sístole) e 90mmHg (diástole) ou acima disto.

A pressão alta na gestação é a maior causa de morte materna no Brasil, sendo responsável por 35% delas. Temos 4 formas distintas de pressão alta na gravidez que pode levar a complicações, são elas:

A Hipertensão Gestacional que ocorre depois da 20ª semana de gestação em mulheres que nunca tiveram pressão alta e normalmente a pressão alta retorna ao normal após 12 semanas do pós-parto. A Hipertensão Arterial Crônica que caracteriza-se por presença de pressão alta antes da gravidez ou é diagnosticada até 20º semana de gestação e pode durar até a 6º semana pós-parto. Já a Hipertensão Crônica sobreposta à Pré-eclâmpsia que ocorre em mulher previamente hipertensas. O diagnóstico é feito quando a um aumento de 30mmHg na pressão sistólica e 15mmhg na diastólica acompanhada de proteinúria (excreção de albumina na urina, uma proteína produzida pelo fígado) ou inchaço após a 20º semana de gestação. Já a Pré-eclâmpsia é o desenvolvimento de pressão alta, com proteinúria significante e/ou edema de mãos e face. Ocorre após a 20º semana de gravidez com pressão alta maior que 160/110mmHg. A Eclampsia é caracterizada por aparecimento de convulsões numa gestante com Pré-eclâmpsia.

A Pré-eclâmpsia é uma doença de causa desconhecida, mas gestantes portadoras de quaisquer das condições a seguir apresentam alto risco de desenvolver a Pré-eclâmpsia:

  • Hipertensão arterial crônica;
  • História de doença hipertensiva durante gestação anterior;
  • Diabetes tipo 1 ou tipo 2;
  • Doenças autoimunes, tais como Lúpus Eritematoso Sistêmico;
  • História familiar de Pré-eclâmpsia;
  • Primeira gestação;
  • Doença renal crônica;
  • Idade materna maior ou igual à 40 anos.

 

COMO A FISIOTERAPIA PODE AJUDAR

A Fisioterapia vai atuar em caráter preventivo. Evitando o aumento da pressão arterial, antes e durante a gestação, já que mulheres fisicamente ativas apresentam redução do risco de desenvolver pressão alta durante a gestação de até 35%.

O Exercício aeróbico regular durante a gestação previne a hipertensão gestacional. A imersão em água é indicada por ser uma prática segura para mobilizar o líquido extravascular e reduzir a pressão arterial, sem afetar negativamente a mãe e o feto.

Referencias:

FREIRE, C. M. V.; TEDOLDI, C. L.Hipertensão arterial na gestação.Arq. Bras. Cardiol.2009, vol.93, n.6, suppl.1, pp. 159-165. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/abc/v93n6s1/v93 n6s1a17.pdf. Acesso em 06 Nov. 2013.

SOUZA, V. F. F.; DUBIELA, Â.;JUNIOR, N. F. S.Efeitos do tratamento fisioterapêutico na pré-eclampsia. Fisioter. mov. 2010, vol.23, n.4, pp. 663-672. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/fm/v23n4/a16v23n4.pdf. Acesso em 06 Nov. 2013.

TUFANIN, A. T. A importância da intervenção fisioterapêutica na Doença hipertensiva gestacional-revisão, 2012.